Zanatta mira alta do faturamento no ano

O grupo trabalha, entre outras frentes, na expansão comercial da Imbralit, que fabrica telhas de fibrocimento sem amianto e caixas d'água.

"Especialmente em momentos de crise, o varejista não quer trabalhar com estoques. Por isso, estamos oferecendo entregas mais rápidas, que podem chegar a ser feitas em até 24 horas", explica o executivo designado pela Corporate Consulting para comandar a reestruturação do grupo, Leandro Buciani.

Ele conta que o grupo está em recuperação judicial desde o ano passado. "A companhia vem realizando ações de cortes de custos, ajustes de níveis de estoques, ampliação da área comercial e melhorias no tempo de entrega das mercadorias. E a recuperação da credibilidade é essencial para o sucesso dessa empreitada", explica.

Neste cenário, a companhia conseguiu elevar a carteira de clientes da Imbralit em cerca de 25%, para aproximadamente 6 mil ativos. O rol inclui distribuidoras, cooperativas, home centers, mas a maioria abrange o varejo.

"O varejista ainda responde pela maior parte da nossa carteira. Mas estamos trabalhando para ganhar e reativar clientes antigos", destaca ele.

O trabalho também deve incluir a abertura de frentes em regiões adicionais do País. "Nossos principais mercados estão no Sul e no Sudeste, mas queremos ampliar nossos clientes nas outras regiões do Brasil. O potencial é enorme", pontua Buciani.

Atualmente, a Imbralit opera a cerca de 70% de sua capacidade instalada na unidade industrial em Criciúma (SC), de aproximadamente 300 mil toneladas por ano. Desse volume, 95% correspondem às telhas de fibrocimento.

"Nosso grande desafio é trabalhar sem amianto e com produtividade", acrescenta.

Perspectivas

O executivo do grupo Zanatta relata que, no auge da construção civil no Brasil, em meados de 2013, a produção da companhia era bem maior. "No entanto, com o aprofundamento da crise, o grupo precisou fazer enxugamentos, inclusive de mão de obra", conta Buciani.

Ele salienta, entretanto, que o mercado está melhorando de forma gradual e que as vendas da companhia devem evoluir no segundo semestre. Mas o cenário ainda é de cautela. "Projetamos um crescimento conservador para este ano".

Buciani pondera que a empresa pode expandir a capacidade instalada, porém, diante do cenário atual, o investimento foi colocado em espera. "Nos próximos dois anos, ainda conseguiremos crescer dentro da capacidade atual."

Publicado por DCI